Textos já publicados
 
  
O jovem e a mídia
Thiago Magri - FM! 77  30/09/2011  

 

O que é ser jovem hoje? Estar em conformidade com a moda? Ter um estilo diferente? Pertencer a um grupo ou a uma tribo?
 
Os jovens são vistos pela sociedade através de dois olhares: são responsáveis pelos problemas presentes como desemprego, violência, sexo e também como esperança de um futuro melhor. A grande parte dos jovens não se interessa pela situação que o país vive ou quais transformações estão ocorrendo na sociedade, quais as novas tendências culturais, políticas. Ser jovem é ter que consumir para estar inserido dentro de algum grupo, de um estilo e ao mesmo tempo para ser diferente, buscar uma identidade única. Neste mundo globalizado em que vivemos somos impulsionados a consumir, não por necessidade, mas sim por fazer parte de um modo de vida, um sistema que se estabeleceu.
 
O jovem se depara com o excesso de informações, propagandas, apelos ao consumo. Assim ele se torna um boneco manipulado pela mídia e pelo governo, ste que oferece uma educação precária. Acaba cumprindo seu papel numa sociedade que clama por mudanças e melhorias e que no entanto nada faz para mudar esse quadro.
 
Já ouvi muitas vezes dizerem que a juventude de hoje em dia não luta, não se espelha nas gerações anteriores para conquistar seus objetivos. A juventude dos anos 60, 70, 80, 90 tiveram que lutar pelo direito de ir e vir, pela liberdade de expressão, sair nas ruas reivindicando para conquistar mudanças, isso no mundo todo. Eles tiveram atitude. No entanto eles lutaram com um ideal.. A juventude de hoje enfrenta muitos problemas também. Tem “tudo nas mãos”, direitos e deveres, liberdade, muitos avanços – sociais, culturais, políticos, econômicos, tecnológicos – e oportunidades de participar, mas o que vemos é uma juventude, em sua maioria alienada. Não digo para sairmos às ruas e quebrar tudo. E sim para enxergarmos as maneiras de nos manifestarmos tendo atitude, como jovens que vivem no século XXI. Somos criados desde pequenos com a cultura de ficarmos, a maior parte do tempo, em frente á TV sendo influenciados pela mídia. Não desenvolvemos nossa capacidade crítica, a busca por sentido nos acontecimentos.
 
Um grande desafio para nós é ter personalidade. Quando vemos tudo errado e a maioria das pessoas indo para outra direção é complicado. Quando seu colega em vez de ir para a mocidade vai para uma festa na qual você poderia estar; quando alguém no trabalho te fala que não adianta lutar por mudanças pois as situações irão ficar assim mesmo, ou ainda ao chegar e ligar a TV e ser bombardeado por notícias ruins.
 
Precisamos enxergar os problemas que enfrentamos e não apenas criticar. Ter personalidade é ser você mesmo, é saber fazer boas escolhas dentro do nosso mundo.
 
E como você pode ser único se sua vida – o que você usa, faz, consome, compartilha - é igual a de outras pessoas? Através da conduta.
 
A TV exibe programas ruins e sensacionalistas porque há pessoas que assistem. A publicidade muitas vezes apela para o sexo porque sabe que venderá. Ás vezes reclamamos que a mídia nos influencia muito, nos coloca para baixo. Devemos selecionar melhor o que assistimos, o que lemos, o que ouvimos. Claro que gosto não se discute, o jovem de hoje em dia curte muitas coisas ao mesmo tempo, mas apenas fazendo uma “reforma íntima de conteúdo” iremos separar o joio do trigo em nível cultural.
 
Cada vez mais surgirão novos estilos, tradições serão quebradas, tribos permanecerão por muito tempo. O que importa é reconhecermos o que fazemos.
 
Por que os jovens não se interessam pelos problemas sociais, políticos, culturais? Porque estamos acostumados a aceitar as condições. Não queremos perder tempo com problemas que nunca irão se resolver. Pessoas dizem o que podemos e o que não podemos, falam o que é possível e impossível. Porém todos os dias vemos conquistas de pessoas incríveis que não se deixaram abater.
 
Em julho assisti “Escritores da liberdade”. O filme trabalha muito bem causas que parecem estar perdidas. Mostra o trabalho e dedicação de uma professora que fez de tudo para mudar o pensamento e a realidade de jovens que viviam numa guerra entre tribos e gangs. Revela também o que os jovens são capazes de fazer.
 
Nós alimentamos a mídia, isso é fato. A preferência de crianças, jovens, adultos, idosos é que transformará a situação. Muita coisa ruim chega até nós. Mas quantas coisas boas deixamos passar? Se quisermos mudar algo, comecemos a entender a nós mesmos. Tudo depende da nossa conduta. 
 





Comentários

FELIPE GALLESCO  - 03/10/2011 10:55:11 PM
A mídia mostra o que queremos ver, e reflete em seu conteúdo o caráter moral de seu publico. Infelizmente hoje não me identifico com muita coisa que vejo, mas respeito de tudo e acredito que meu senso crítico vai determinar o que é melhor para aprender ou deixar de lado.


CATERINE ZAPATA  - 11/07/2012 04:50:32 PM
É mais fácil viver se distraindo do que aceitar a responsabilidade perante os nossos atos, o jovem deve aprender que sua idade não deve determinar seu conhecimento ou maturidade, quem quer cultura e informação de qualidade deve parar de esperar que a TV a satisfaça, deve recorrer a literatura ao estudo para finalmente absorver coisas que valham a pena, quem procura o bem o encontra, basta esforço


THAÍS FORTES  - 03/09/2012 04:07:27 PM
Olá! Acredito que a questão seja mais delicada. Existe sim, a massa jovem que apenas engole o que o poder público/ religião/ mercado gorgitam. Mas este é apenas um grupo. Hoje em dia não há luta ferrenha, pois estamos colhendo a glória daqueles que os fizeram. Além disso, a tecnologia/globalização possibilitou protestos sem exposição (fisica)e troca de conhecimentos. Podemos ser ativamente políticos utilizando a internet. O prórpio 'Diário de Classe' tornou-se um fenômeno que considero exemplar. O outro ponto é que -em minha visão- nós jovens fomos engolidos pela sociedade. Sofremos pressão demais e estamos envelhecendo rapidamente. O tal 'contemporâneo' nos esgota: avós viraram filhos, pais viraram amigos, diversão foi transformada num grande desabafo desse peso todo, a sexualidade pura desvalorização e assim por diante... é preciso fazer uma baita força para não se deixar levar ao ritmo desenfreado. Tudo é pouco: diplomas, dinheiro, roupas, objetivos... E no fim, pouco é o tempo que temos pra de fato, viver.


ARNALDO CARVALLO  - 24/09/2012 11:24:21 AM
ai, como esta escrito no texto do thigo, as gerações passada comquitaram muita coisa que os jovem de hoje tem de mãos beijadas.tanto nas arte como na politica. mas a midía que se tem hoje, e que fazem de tudo para os jovens adoecerem com programas futil contaminado é hipnotizandos dixando muitos com o vicio de não desernir o que é interessante, idiota ou bom! sou pai... e tenho três filhos é decidi educar os meu filhos politicamente é cuturalmente sebem o porque: mim deram espelho é vi o munto doente tentei chorar e não consequi


VALÉRIA CRISTINA SMAIRA FARINA  - 08/10/2012 08:07:06 PM
Tenho 43anos. Quando eu estudavam tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio, haviam aulas como educação moral e cívica, comércio, música, arte, religião e filosofia, sociologia. As aulas normais como história, geografia, português e literatura, matemática, geometria,ciências...TODAS, todas mesmo, nos ensinavam a pensar. Hoje vejo meus filhos na escola: NADA, nada mesmo, é voltado ao pensamento; mas somente a "decoreba" ou cópias da internet. Nossos trabalhos deviam ser pesquisados; os de hoje são copiados na íntegra da internet, sem a menor atenção, e os professores os aceitam de bom grado, sem de fato corrigí-los. Creio que isso contribui sumariamente para que a juventude de hoje aceite, sem raciocinar, tudo que vê e ouve na mídia: falta de saber pensar, refletir, deduzir, raciocinar, sobre qualquer coisa. Concluindo, isso promeve, enfim, o desinteresse por tudo o que não se relacione diretamente com o interesse consumista.




Nome Completo:(*)
Email:(*)
Comentário:(*)
Campanha
 
 
Participe da FM!
 
 
Projeto Fala Meu!
 
Revista online gratuita na qual todos podem participar. Construida para divulgação da doutrina espírita através do cenário jovem.
 
Missão da Revista >>
Importância do Movimento de Unificação >>
Desenvolvedores
 
Equipe da Revista
Construtores do Site
Código de Conduta Ética
Acessibilidade
 
Mapa do Site
Ajuda
Declaração de Privacidade
Área Restrita
Parceiros
 
Banda Paroles
Portal das Mocidades Espíritas
Portal SER
Programa Juventude Maior
 
Política de Parceiros >>
 
 
 
© 2011 revista Fala Meu! — Todos os Direitos Reservados.
Versão 1.3 - Template F.G.